Proteínas na gravidez: quantidades ideais e melhores fontes

Consumo de proteínas na gravidez saiba as quantidades ideais e as melhores fontes

Proteínas na gravidez: durante a gestação, o corpo da mulher passa por diversas transformações. Então, uma das principais mudanças é o aumento da necessidade nutricional, especialmente de proteínas. Mas quanto de proteína a gestante deve consumir? E quais são as melhores fontes? Descubra tudo neste guia completo.

A necessidade de proteínas aumenta na gravidez?

Sim, aumenta. Segundo as DRIs (Dietary Reference Intakes), mulheres entre 19 e 30 anos devem consumir, em média, 46g de proteína por dia. Mas durante a gravidez esse número sobe gradualmente, veja:

  • 1º trimestre: não há aumento significativo.
  • 2º trimestre: recomenda-se um acréscimo de 14,7g/dia.
  • 3º trimestre: o aumento deve ser de 27,3g/dia, totalizando cerca de 73g diários.

Essa elevação é essencial para o desenvolvimento do bebê e a manutenção da saúde materna.

Proteína não está só na carne vermelha

Ao falar em proteína, muitas pessoas pensam apenas em carne vermelha. Mas existem várias outras opções igualmente nutritivas. Boas fontes incluem, por exemplo:

  • Carnes brancas (frango, peixe)
  • Ovos
  • Laticínios (iogurte, queijos)
  • Leguminosas (grão-de-bico, lentilha, feijão)
  • Verduras e temperos ricos em proteína (como o coentro)

Esses alimentos são ótimos aliados na alimentação da gestante.

Fontes de proteínas na gravidez vegetarianas ou veganas

Uma dieta vegetariana ou vegana pode, sim, fornecer a proteína necessária durante a gravidez. Portanto, alguns exemplos de alimentos ricos em proteínas vegetais são:

  • Soja e seus derivados (tofu, edamame)
  • Grão-de-bico, lentilha, feijão, ervilha
  • Quinoa e aveia

Com planejamento nutricional adequado, a suplementação geralmente não é necessária. No entanto, em alguns casos, pode ser indicada pelo nutricionista.

Diferença entre proteína animal e vegetal

As proteínas de origem animal contêm todos os aminoácidos essenciais e fornecem vitamina B12, ausente nos vegetais. Porém, as proteínas vegetais:

  • Têm menor concentração de aminoácidos essenciais
  • Precisam ser combinadas para atingir qualidade nutricional
  • Contêm ferro não-heme, de difícil absorção

Para melhorar a absorção, recomenda-se:

  • Deixar leguminosas de molho por 8 a 12 horas, trocando a água
  • Consumir fontes de ferro vegetal junto com vitamina C (laranja, acerola, mamão)

Gestantes podem continuar consumindo whey protein?

Sim, o whey protein pode ser mantido na rotina de alimentação da gestante, porém precisa ser autorizado por um nutricionista. A suplementação é válida se:

  • A alimentação não for suficiente para atingir a recomendação diária
  • O produto for livre de adoçantes artificiais e conservantes

A prática de atividade física também é recomendada na gestação, no entanto, precisa ser supervisionada por profissionais capacitados.

Riscos do baixo consumo de proteínas na gravidez

Contudo, a ingestão inadequada de proteínas pode trazer sérios riscos à saúde da mãe e do bebê. Entre os principais problemas, destacam-se, por exemplo:

  • Baixo crescimento fetal
  • Peso abaixo do ideal ao nascer
  • Malformações na placenta
  • Falta de energia
  • Problemas na troca de nutrientes entre mãe e feto

Portanto, manter uma ingestão adequada é essencial.

Tabela de alimentos ricos em proteína para gestantes

A seguir, uma tabela com alimentos ricos em proteína, suas quantidades por 100g e sugestões para incluir na dieta:

AlimentoQuantidade de proteína a cada 100g do alimento
Farinha de soja36g
Peito de frango grelhado32g
Filé de salmão grelhado23,9g
Coentro (folhas desidratadas)20,9g
Sardinha em conserva15,9g
Quinoa14g
Aveia em flocos12g
Edamame11g
Grão-de-bico cozido8,87g
Ervilha em vagem7,9g
Lentilha cozida6,3g
Feijão carioca cozido4,8g

Fonte: TACO e Tucunduva

Conclusão

O consumo adequado de proteínas durante a gestação é essencial para o bem-estar da mãe e o desenvolvimento saudável do bebê. Ou seja, com uma dieta equilibrada e acompanhamento profissional, é possível atender às necessidades do corpo sem grandes dificuldades.

Mas não se esqueça: cada trimestre tem suas particularidades. Converse com seu nutricionista para ajustar sua alimentação às suas necessidades.

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